ENERI - PORTUGAL

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1º ENCONTRO de ESTUDANTES de RELAÇÕES INTERNACIOANIS

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Iniciativa sobre Prémio Teixeira de Sampaio

Conferência sobre Visita de Estado do Presidente da Lituânia

A AEISCSP, em parceria o Gabinete técnico do ISCSP convida todos os alunos a estarem presentes dia 31 de Maio (Quinta – feira) no Instituto Superior De Ciências Sociais e Políticas para assistirem à Conferência integrada na visita de Estado do Presidente da República da Lituânia a Portugal às 14h no Auditório Adriano Moreira.


Convidados de Honra:

* Vossa Excelência Valdas Adamkus, Presidente da República da Lituânia
* Vossa Excelência Petras Vaitiekunas, Ministro dos Negócios Estrangeiros
* Vossa Excelência Vytautas Nauduzas , Vice Ministro da Economia
* Exma. Senhora Margarita Seselgyté, Directora do Instituto de Relações Internacionais e Ciências Políticas da Universidade de Vilnius


Seria uma honra e um prazer poder contar com a vossa presença.

Desde já agradeço a vossa atenção

Saudações ISCSPianas

terça-feira, 22 de maio de 2007

Bolsa de Estudo Santander para Brasil


Após aprovação do coordenador da V. licenciatura, Professor Catedrático Doutor Sousa Lara, envio-vos a seguinte mensagem:

O Banco Santander Totta e o CRUP formalizaram um protocolo de intercâmbio de alunos portugueses e brasileiros (em anexo).

Naquele âmbito, o ISCSP terá direito a 2 bolsas de mobilidade com a universidade de Brasília (podemos enviar/receber, reciprocamente, um aluno de Relações Internacionais, por um semestre).

Para operacionalizar estas mobilidades, visto que a deadline informada pela Reitoria da UTL é o final da corrente semana,anexo os seguintes documentos, para efeitos de divulgação junto de todos os alunos de Relações Internacionais:

- Cartaz informativo;

- Ficha de Inscrição.

Dada a urgência e porque as candidaturas têm que decorrer unicamente entre 22 e 25 de Maio, inclusive, venho solicita-vos a divulgação URGENTE, para além da afixação interna dos cartazes, que ainda hoje será feita (conforme prática usual).


Melhores cumprimentos.


Para mais informações, incluindo Candidatura e Condições:
NERI
Sandra Baía

Pacta ed.I - Oceânia

A Projecção do Política Externa da Austrália

Neste último mandato do Primeiro-Ministro John Howard tem sido evidente o esforço diplomático, político e militar na projecção não só da imagem da Austrália como também duma maior participação nos assuntos regionais da Oceânia. Após os três primeiros mandatos baseados numa agenda marcadamente moderada e consentânea com administrações anteriores, na qual se desenvolveram esforços para uma melhor conciliação entre as comunidades aborígenes nativas e os antigos colonos britânicos e, em 2001, a manifestação de um apoio incondicional aos Estados Unidos na sua luta contra o terrorismo, desde 2004 em diante temos testemunhado algumas mudanças significativas na forma como o sexto maior país do mundo tem gerido a sua política externa.

Dois exemplos flagrantes têm demonstrado um considerável aumento da participação das suas forças armadas em missões no estrangeiro, assim como todo o investimento logístico e burocrático para acomodar o governo australiano a um papel mais activo e expansionista. Aquando dos ataques bombistas do 11 de Setembro de 2001, ocorridos em solo americano, a Austrália, graças a um sistema de alianças bilaterais e multilaterais existente partilhado com os Estados Unidos e o Reino Unido, o primeiro governo a manifestar o seu apoio a George W. Bush, declarou publica e inequivocamente a sua solidariedade à causa americana. De imediato, foram deslocados fundos e contingentes militares na guerra contra o Afeganistão e, de seguida, tropas australianas estiveram envolvidas na marcha para Bagdade por forma a depôr o Presidente Saddam Hussein. No pós-guerra, encontram-se ainda várias centenas de tropas assim como investimentos nas forças para a manutenção da paz nestes territórios, onde anteriormente o envolvimento da Austrália seria reduzido à simples disponibilização de recursos materiais, fundos para missões humanitárias e abertura de vagas para refugiados.

Bem mais perto de casa, John Howard tem também dedicado um intenso programa político e militar para não só adquirir alguma legitimidade para a sua actuação em Timor Lorosae, mas, mais importante ainda, para desenvolver operações que inviabilizem o regresso do domínio indonésio na ilha, e impeçam a ascensão de um governo adverso aos interesses australianos na região. Com algumas reservas de petróleo mas com uma dissensão cultural entre o povo timorense perante as forças australianas, mesmo que sob o estandarte das Nações Unidas, tem sido manifestamente difícil assegurar uma base de cooperação passível de dar para o bem-estar económico e segurança estratégica da Austrália neste continente. O futuro parece, com efeito, trazer um contínuo aumento da projecção da política externa da Austrália, não só no continente como nas diversas campanhas que potências ocidentais têm desenvolvido cooperativamente. À semelhança do Japão, tem dispendido maiores somas de dinheiro proveniente do seu PIB para o orçamento militar, demonstrado um aumento do número de transacções comerciais com potências regionais como a Índia, China e Japão, assim como mobilizando cada vez mais a população para uma crescente complexidade do sistema internacional que não mais lhe providencia a segurança que outrora gozavam. A retórica é a mesma, alertar a população para um clima de constante ameaça e, desta forma, assegurar uma maior mobilização de interesses segundo uma "raison d'État" para afirmação de autoridade e poder na conjuntura regional do Sudeste Asiático.


Tiago Alexandre Maurício

Pacta ed.I - Ásia

Breve passagem pelo Oriente

No Paquistão uma crise política da qual o resultado ainda é indefinido, ameaça a estabilidade política, económica e social do país, bem como faz da reeleição do Presidente Musharraf este Outono, um cenário distante. Considerado arguido pelo tribunal paquistanês, o presidente Musharraf, que é também chefe máximo do exército daquele país, afastou a título temporário o chefe máximo da justiça Indiana, Iftikhar Chaudhry, que por sua vez se rebelou contra a decisão e tem viajado pelo país em campanha, sendo a sua popularidade alta, o que o torna num possível rival para as eleições do Outono deste ano, do Presidente Musharraf. As opções do Presidente para resolver esta crise política são escassas e sem certezas de sucesso, até porque o movimento de insatisfação iniciado pelo chefe da justiça afastado tornou-se também no porta-estandarte da luta contra o domínio militar no país.

Também o Bangladesh tem sofrido de grande instabilidade política. Há um mês atrás, o governo de cariz militar pretendia exilar a antiga primeira-ministra, Khaleda Zia. Um mês passado, manifestações populares e a pressão de apoiantes fizeram o governo desmentir esses “boatos” bem como permitiram o regresso da líder da Liga de Awami, Sheikh Hasina. A pressão tem sido tanta que os próprios tribunais foram chamados a intervir e desejam agora saber o porque da aparente situação de prisão domiciliária em que a ex-primeira-ministra se encontra.

A Amnistia Internacional acusou a China e a Rússia de estarem a quebrar o embargo de venda de armas aos grupos armados sudaneses ou que actuam na região do Darfur. Estes, claro, refutaram as acusações. A China defende que as suas exportações para aquele país foram legais, limitadas e em pequena escala. Na China assume importância o facto de que a política de um filho por família deste país está a ser posta em causa pelos novos ricos chineses que desrespeitam esta lei, o que poderá provocar um novo baby boom naquele país. A China que actualmente tem 1.1 milhões de habitantes é o país mais populoso do mundo e qualquer alteração ao crescimento deste número é preocupante para o país mas as suas consequências certamente se farão sentir num mundo a cada dia mais global.


Frederico Neves

Pacta ed.I - América do Sul

O mundo segundo Chávez

Hugo Chávez continua a sua imparável maratona de decisões polémicas. Depois de ganhar o terceiro mandato em Dezembro de 2006, não pára de surpreender. Uma das usas principais decisões, e também uma das mais controversas, é o empreendimento de uma política de nacionalizações em massa. Pouco tempo depois de ter nacionalizado alguns dos maiores complexos petrolíferos do Mundo, companhias de electricidade e telecomunicações, o governo ameaça nacionalizar os bancos venezuelanos. Para justificar esta medida, o Presidente afirma que os bancos privados deveriam facilitar financiamento às empresas em desenvolvimento. No seguimento de todo este processo renovador e na tentativa de parar a influência norte-americana na América Latina, a administração de Hugo Chávez pretende oferecer petróleo a 5 países sul-americanos sendo eles Cuba, Bolívia, Equador, Nicarágua, e Haiti, tentando desta forma pôr em prática uma certa acção restritiva à ameaça capitalista naquela parte do continente.

Uma outra questão, também não menos controversa, é de que usando como argumento o favorecimento dos países mais ricos em detrimento dos países pobres, a Venezuela decidiu retirar-se do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e da Organização dos Estados Americanos (OEA). Esta decisão deriva do resfriar das relações entre a OEA e a Venezuela que estavam tensas desde a decisão do seu Presidente de não renovar a licença a um canal de televisão privado.

Para colmatar todo este leque de políticas que enfrentam de forma notória os interesses do gigante (Estados Unidos da América), Chávez promete que o salário mínimo aumentará 20% e o horário de trabalho será reduzido de 8 para 6 horas de trabalho diário sendo este um dos caminhos para em 2021 este país vir a ser uma verdadeira Republica socialista como Hugo Chávez afirmou no seu discurso de quatro horas no dia 1 de Maio.

Toda esta nova estratégia de Hugo Chávez pode vir, a médio longo prazo, a pôr em causa toda a distribuição geopolítica que até agora vigora na América Latina: pequenos países com grandes potencialidades demográficas e económicas, interdependentes entre si e dependentes em relação aos Estados Unidos, grande potência económica, política e militar do nosso mundo actual.


Catarina Falcão

Pacta ed.I - América do Norte

Será o início do fim da guerra no Iraque?

Recentemente a Administração Bush decidiu adiar para Setembro deste ano uma avaliação da prestação das tropas americanas no Iraque. Discute-se agora que a Casa Branca poderá manter números elevados de tropas americanas em terreno iraquiano até ao próximo ano. De acordo com uma nova legislação aprovada pela Casa Branca e pelo Senado, a retirada da força militar americana terá de ser feita até Março de 2008. O Primeiro-Ministro iraquiano, Nuri Kamal al-Maliki, mostra-se interessado numa reconciliação política, que o Presidente Bush afirmou, em Janeiro, ser o objectivo principal do aumento do número de tropas. À imprensa, a Administração Bush declarou que uma vez vetado o plano de financiamento das tropas, poderão surgir vantagens nas negociações. Os democratas acreditam que se não houver sucesso considerável até Agosto, muitos republicanos irão abandonar o lado de Bush e votar uma saída faseada das tropas norte-americanas. Outros republicanos têm incentivado Bush a explicar melhor a sua estratégia, defendendo que o aumento das tropas é meramente uma táctica.

Recentemente, o Presidente Bush vetou uma lei que daria $124 biliões para o financiamento da guerra. Este veto levou a um novo patamar na sua rivalidade com os congressistas democratas que estão determinados em usar a medida de financiamento para obrigar a Casa Branca a mudar a sua actuação no Iraque. Foi o segundo veto da sua presidência. O Presidente declarou à imprensa que não podia assinar a lei, porque continha datas limite de saída de tropas e considerou a lei vetada “uma prescrição para caos e confusão” afirmando que “estabelecer datas limite é pôr uma data ao falhanço e isso seria irresponsável”. Este veto veio agravar o relacionamento entre democratas no Congresso e um Presidente que procura manter a sua autoridade como Comandante Supremo das Forças Armadas.

O senador democrata Harry Reid do estado de Nevada, com o apoio da Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, afirmou que apesar do veto do presidente vai ser feito todo o possível para retirar as tropas do Iraque e Afeganistão. O Presidente norte-americano alertou que uma saída precoce do Iraque poderia tornar o país num “caldeirão de caos” e declarou que “falhar no Iraque deveria ser inaceitável para o mundo civilizado”, apesar dos “riscos serem enormes”.


Nadja Oliveira

Pacta ed.I - Médio Oriente

Nós cuidamos dos nossos

Nos tempos que correm são ouvidas com alguma frequência expressões como “grande potência mundial” ou “polícia do mundo”. No entanto, o global, no que diz respeito a política externa, parece estar a transformar-se no regional. No Médio Oriente as acções e escolhas dos actores políticos evidenciam claramente essa tendência. A principal mensagem desta região transmitida ao mundo, nos últimos meses vai de encontro às palavras de Mohammed Taheri, Embaixador da República Islâmica do Irão em Portugal, proferidas na conferência que teve lugar no ISCSP no dia 8 de Maio, “Nós resolvemos os nossos problemas.”. Esta atitude não resulta de um simples bater de pé e virar de costas ao ocidente. Resulta, sim, de um reconhecimento dos próprios interesses estratégicos dos países da região e das condições necessárias a atingi-los.

O caso da Arábia Saudita é paradigmático. No período que seguiu o 11 de Setembro a Arábia Saudita não gozava de grande popularidade internacional, pois na mente do público em geral, o país era de imediato associado ao terrorismo. O reino saudita também não gozava de grande popularidade no próprio Médio Oriente, devido a conflitos persistentes com alguns países da região. Este contexto impedia-o de se virar para fora e realmente participar no grande jogo da política externa. A subida ao trono do Rei Abdullah em 2005 veio alterar este cenário, dando o seu contributo para uma redefinição geopolítica do Golfo Pérsico que avança paulatinamente. O Rei tem levado a cabo um afastamento dos EUA, declarando mesmo que considerou um acto ilegal a invasão do Iraque, e assume-se cada vez mais como participante fulcral no debate e acção política da região. Esta posição foi evidenciada em Março, quando na Conferência da Liga Árabe, que teve lugar em Riade, foi relançado o plano de paz para o Médio Oriente, apresentado inicialmente pelos sauditas em 2002. Desta forma é reconhecida a importância vital de gerar alguma estabilidade na região, começando por uma normalização das relações dos países árabes com Israel.

Outro grande jogador que de forma crescente tem vindo a desenvolver a sua influência na região, é o Irão. Com uma certa leveza, neste momento, Teerão lança para o plano internacional o que alguns consideram provocações que são posteriormente resolvidas por si, como foi o caso dos 15 marinheiros britânicos. Este comportamento pode ser entendido como uma forma de transmitir ao mundo a sua segurança e o seu desejo de desempenhar um papel cada vez mais importante nos destinos da região e do planeta. Evidência desta posição é também a forma como tem vindo a reclamar o seu direito de acesso à energia nuclear. Assistimos então, a movimentos que colocam novas forças no centro do debate político do Médio Oriente e que dispensam uma interferência excessiva do ocidente.


Mónica Dias

Pacta ed.I - África

O conflito na Somália

Em Junho de 2006 a União dos Tribunais Islâmicos (UTI), formada após vários empresários influentes de Mogadishu terem fundado tribunais islâmicos, numa tentativa de impor a lei e ordem na cidade devastada por anos de conflitos pontuais entre clãs rivais, tomam o controlo da cidade e iniciam uma campanha de combate às várias facções que espalham o caos pelo país, estendendo a sua influência a grande parte do sul do território da Somália, onde se localizam as maiores reservas de petróleo. Ao longo do resto do ano, forças etíopes, apoiadas pelos E.U.A, entram no território somali com o propósito de proteger o governo de transição na Somália, suportado pela Etiópia, da ameaça da UTI a qual, os etíopes acusam de querer impor um estado islâmico na Somália, projecto esse apoiado pela Al-Qaeda como forma de expandir o fundamentalismo islâmico em África. No entanto a Etiópia só admite a realidade do seu conflito militar com a UTI a 24 de Dezembro de 2006.

À medida que o conflito se arrasta, a situação humanitária vai-se agravando com milhares de refugiados e mortos civis, resultado não só dos combates entre as forças opositoras, mas também, dos surtos de cólera registados entre os sobreviventes. Entretanto os E.U.A levantam os embargos à aquisição de armas por parte da Etiópia, cujo fornecedor é, entre outros, a Coreia do Norte, de forma a permitir que esta se equipe para a sua luta contra a UTI. Washington está convencida, de que, a UTI dá refugio a militantes terroristas, e suporta a Etiópia na caça aos mesmos, tendo enviado para o terreno cerca de 200 agentes da CIA e FBI, que aí estabeleceram locais de interrogatório para os combatentes que sejam identificados com a Al-Qaeda. No entanto, até agora, apesar da tragédia humanitária que ocorre na Somália e dos milhares de desalojados, feridos e mortos devido aos bombardeamentos aéreos, ainda não foi provada a ligação de nenhum dos prisioneiros com a Al-Qaeda.

Enquanto os E.U.A vão apoiando a campanha militar da Etiópia, o sentimento anti-americano vai-se intensificando e a adesão à causa da UTI vai ganhando terreno entre a população. Chatham House, um “Think Tank” britânico da “Independent Royal Institute of International Affairs” conclui “Num desconfortável padrão familiar, genuína preocupação multilateral para apoiar a reconstrução e reabilitação da Somália, foi passada para segundo plano pelas acções unilaterais de outros actores internacionais, especialmente a Etiópia e os E.U.A, mais preocupados em seguir as suas próprias agendas de politica externa.” No dia 23 de Janeiro de 2007, foi realizada uma cerimónia em Mogadishu, conquistada a 28 de Dezembro de 2006 pelas forças do governo de transição apoiadas pela Etiópia, que marca o inicio da retirada das tropas etíopes do território somali, supostamente assim sendo oficializado o fim das hostilidades e da pretensão da UTI a substituir o governo de transição na Somália.

No entanto tudo aponta que a UTI não desistiu do seu projecto, e, tanto quanto se sabe até agora, apenas cerca de 200 soldados Etíopes foram vistos a abandonar a Somália.


André Saramago

Pacta ed.I - Europa

Monsieur Le President Sarkozy

Após um processo eleitoral apoteótico, que deixou a Europa em suspenso, tendo culminado num segunda volta entre o candidato da União para um Movimento Popular (UMP) e Ségolène Royal, candidata pelo Partido Socialista (PS) (?), Nicolas Sarkozy de Nagy-Bocsa foi eleito Presidente de França com 53% dos votos. Uma votação expressiva tendo em conta a diminuta percentagem de pessoas que não foram às urnas (15%), sinal da tensão vivida em França que se fundamenta principalmente em toda a problemática generalizada e gerada pela imigração ilegal, factor que constituiu bandeira de campanha de Sarkozy.

Sarkozy que se enquadra ideologica e sociologicamente no rótulo padronizado como direita conservadora francesa, que teve como mentor Jacques Chirac (com quem se viria a incompatibilizar em determinadas circunstâncias), filho de imigrante Húngaro de linhagem aristocrática, teve sempre um discurso forte, estruturado e adequado às necessidades do eleitorado, demonstrando a sua habilidade como político e brilhante orador.

Eivado de um certo sentimento nacionalista, tendo-se colocado como herdeiro do General De Gaulle, vê-se como o Presidente que poderá restaurar a autoridade e construir uma França mais próspera, rompendo totalmente com os valores herdados do Maio de 68, que diz terem baixado o nível moral da política. Entretanto, os apoiantes de Ségolène prosseguiram a noite de eleições em festa, tal como a candidata havia pedido, não sem ter conseguido evitar os tumultos que entretanto contabilizam já centenas de carros incendiados e indivíduos detidos, numa clara resposta daqueles visados por Sarkozy no seu discurso agressivo. Resta saber qual o rumo que este irá tomar, e se se manterá fiel às promessas eleitorais que se destinam a solucionar problemas que se adivinham de difícil resolução.

Este processo e viragem política extremada à direita tem-se verificado um pouco por toda a Europa, sendo reflexo de uma problemática da globalização, que rompe a base do sistema social europeu, e ironicamente, e aparentemente contraditoriamente, provoca o ressurgimento de movimentos nacionalistas, como por exemplo o PNR em Portugal. Desta forma assume particular importância o assistir a mais uma Presidência da União Europeia para ver se Portugal desempenhará, ou não, um papel de relevo na actual conjuntura política europeia.


Samuel de Paiva Pires

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Conferência sobre O Fim da Guerra dos Sexos


É com enorme prazer que o Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais convida v.Exª para a apresentação do livro "O Fim da Guerra dos Sexos" de Jorge Rio Cardoso.

A referida apresentação contará com a presença do autor do livro, Dr. Jorge Rio Cardoso; do editor do livro, Dr. Manuel da Fonseca e da Dr. Carla Cruz e terá lugar no dia 23 de Maio de 2007, pelas 14h, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

Conferência sobre A Europa no Mundo



Europa, cooperação e desenvolvimento em debate no mês de Maio
Os debates do projecto "Fronteiras da Europa - A Europa no Mundo" vão ter lugar em Maio próximo, de forma descentralizada e com parcerias diversificadas. O primeiro, "A Europa no Mundo - política externa e cooperação para o desenvolvimento", vai decorrer em Braga, com a Universidade do Minho", seguindo-se "As políticas de migração e desenvolvimento" e "Cooperação Descentralizada, parcerias e territórios locais". O projecto conta com o apoio da Representação da Comissão Europeia em Portugal


Fonte: ACEP

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Conferência sobre Migrações e Desenvolvimento

Tertúlia: Migrações e Desenvolvimento

É urgente assegurar a implicação do Migrante nos processos de Desenvolvimento, tanto no seu país de origem como no país que o acolhe. O fenómeno das Migrações voluntárias internacionais deve reflectir um “Jogo de Soma Tripla”, do qual os três agentes retiram dividendos. O debate visa promover o papel dos imigrantes nos processos de Desenvolvimento.

Os oradores convidados pretendem partilhar as suas diferentes perspectivas sobre o potencial das Migrações nos processos de Desenvolvimento, são eles: Bubacar Baldé - Centro Português de Estudos Árabe Pulaar e Cultura Islâmica; Patrick Gomes - GRDR (Groupe de Recherche et de Réalisations pour le Développement Rural); Mónica Goracci - OIM (Organização Internacional para as Migrações); Luísa Lobo, Frederico Lobo e Pedro Pinho – os realizadores de “Bab Ceuta” (A porta de Ceuta).

Este encontro levado a cabo pela INDE e pela Plataforma das ONGD, em conjunto com o Chapitô, destina-se a promover um maior envolvimento entre as Organizações Não Governamentais e a sociedade civil, que através de uma participação mais activa pode contribuir no futuro para os processos e estratégias de desenvolvimento.

No âmbito do conjunto de encontros “A voz das ONG’s no Bartô do Chapitô”, esta tertúlia vai ter lugar no Chapitõ, no dia 16 de Maio a partir das 19h30

Informações:
A inscrição é gratuita e não é obrigatória, no entanto, pode deixar-nos os seus contactos preenchendo o seguinte formulário.

Informações:
Maria Esperança / Carla Silva
Telf.: 21 843 58 70

Veja aqui como chegar ao Chapitô


Fonte: http://www.inde.pt/Actualidade/ActualInde.htm

domingo, 6 de maio de 2007

Conferência sobre "UE: Desafios para o Futuro"

Universidade Técnica de Lisboa
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas
Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais










Conferência
"União Europeia: Desafios para o Futuro"


Moderador: Prof. Doutor Vítor Marques dos Santos, ISCSP
Oradores: Sua Excelência, o Embaixador Duarte Jesus Dr. Ana Maria Ribeiro da Silva, Diplomata Conselheira da União Europeia
9 de Maio de 2007


14h30
Sala 6 do Piso 1



Com o apoio de:










Para mais informações:
neri.iscsp@gmail.com
http://neri-iscsp.blogspot.com/

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Seminário sobre Presença Internacional da UE

Seminário
A Presença Internacional da União Europeia

10 | Maio | 2007
Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian



10|Maio, quinta-feira

15.00|Apresentação
Emílio Rui Vilar, Presidente, Fundação Calouste Gulbenkian
Carlos Gaspar, Director, IPRI-UNL

15.15|Presença Internacional da U.E.
Presidência: Teresa Patrício Gouveia, Fundação Calouste Gulbenkian

Moderação: Teresa de Sousa, Público

Nuno Severiano Teixeira, Ministro da Defesa Nacional
Embaixador Fernando Neves, Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Ex-Secretário de Estado dos Assuntos Europeus
António Vitorino, Antigo Comissário Europeu
José Matos Correia, Univ. Lusíada e Deputado à Assembleia da República


16.30|Debate
Comentadores:
Rita Laranjinha, Ministério dos Negócios Estrangeiros
Patrícia Dahenhardt, IPRI-UNL e Univ. Lusíada
Dora Martins, IPRI-UNL e ISCSP

17.30|Coffee Break



Entrada Livre



Links:
Apresentação em .PDF
Blogue Europas